quarta-feira, 13 de março de 2019

Aprendizagem Infantil





No processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças na Educação Infantil, o lúdico, o movimento e as brincadeiras são fundamentais. Pois é através delas, que as crianças criam condições de desenvolver as suas capacidades, formam conceitos, criam as suas hipóteses, selecionam ideias, estabelecem relações lógicas, integram percepções e se socializam. A utilização de atividades lúdicas e de materiais concretos está totalmente relacionada ao desenvolvimento cognitivo da criança.
De acordo com Aribas (2004) o professor deve “proporcionar um material mais variado possível, e apresentar situações interessantes dando o justo valor a suas interpretações, criando conflitos superáveis estimulando o raciocínio são algumas propostas que ajudarão as crianças a avançar rumo à construção do conhecimento matemático”.
De acordo com Piaget, a criança aprende construindo e reconstruindo o seu pensamento, através da assimilação e acomodação das suas estruturas. Esta construção do pensamento, Piaget chamou de estágios: Estágio sensório – motor, Estágio Simbólico e Estágio Conceptual.
Segundo Piaget no Estágio sensório-motor, que vai do zero até os 2 anos de idade, é onde se inicia o desenvolvimento das coordenações motoras, a criança aprende a diferenciar os objetos do próprio corpo e os pensamentos das crianças está vinculado ao concreto. Já no Estágio simbólico, que é dos 2 até por volta dos 7 anos, o pensamento da criança está centrado nela mesma, é um pensamento egocêntrico. E é nesta fase que se apresenta a linguagem, como socialização da criança, que se dá através da fala, dos desenhos e das dramatizações.
No último Estágio que é o Conceptual, que é dos 7 até por volta dos 11, a criança continua bastante egocêntrica, ainda tem dificuldade de se colocar no lugar do outro. E a predominância do pensamento está vinculada mais acomodações do que as assimilações.
O papel do professor no processo de aprendizagem é indiscutivelmente decisivo, suas atitudes, concepções e intervenções, serão fatores determinantes no sucesso ou fracasso escolar de seus alunos. Pois cabe ao professor fazer as intervenções necessárias (com respeito, estímulo e trabalhando a autoestima). As intervenções e os estímulos são imprescindíveis, pois funcionarão como suportes da autoestima, que progressivamente levará o aluno a acreditar em si mesmo e na sua capacidade para superar as dificuldades.
O professor deve-se utilizar diversas metodológicas de ensino e considerar as implicações da necessidade lúdica é fundamental. Pois, o lúdico diferencia-se das demarcações do brincar espontâneo, e passaram a ter uma conotação de experiência, pois as crianças quando brincam expressam seu verdadeiro "eu". Dessa forma, o lúdico possibilita o estudo da relação da criança com o mundo externo, integrando estudos específicos sobre a importância do lúdico na formação da sua personalidade (Servantes, 2012).

A importância do brincar




Porque brincar é um fator essencial para o desenvolvimento físico, emocional, mental e social da criança?
As crianças aprendem muito rapidamente. Ao brincarem, não só estão a explorar o ambiente à sua volta como também a desenvolver a sua própria identidade. De um modo geral, o brincar e o jogar, não são mais do que uma fase de aprendizagem natural para a criança. Os jogos e a forma como a criança brinca contribuem por isso para o seu desenvolvimento global.
Brincar é também um modo de expressão. Antes de dominar a sua língua, a criança comunica os seus sentimentos (positivos ou negativos) ao atirar um objeto ao chão, ao sorrir para um boneco, ao rasgar um desenho, etc. Com estas ações, a criança partilha com os outros aquilo que sente. Por outro lado, este é um meio privilegiado através do qual a criança lida com os seus medos e os supera.
Brincar desenvolve (e muito!) a imaginação da criança. Assim, vai descobrindo os objetos, as pessoas e os acontecimentos que a rodeiam e começando a criar a sua própria realidade, transformando-a e adaptando-a aos seus desejos. Pode dar vida aos objetos, criar um amigo imaginário, falar com os animais…
A maioria das crianças são naturalmente imaginativas e essa imaginação, espontaneidade e criatividade devem ser ativamente incentivadas! No fundo, a arte de brincar é precisamente a de deixar a criança pensar, resolver problemas, falar, movimentar-se e cooperar.
Brincar e aprender: Como? De que forma?
Dançar, correr, saltar, jogar à bola são excelentes estímulos para o desenvolvimento motor, contribuindo para uma maior facilidade de movimentos do corpo, para uma maior força e flexibilidade assim como para a melhoria da coordenação motora.
Os blocos de construção, encaixáveis e quebra-cabeças ajudam no reconhecimento de diferentes formas e tamanhos, permitem desenvolver a noção de seriação e de lógica.
Desenhar e pintar, brincar com a plasticina, brincar com bonecos, permite estimular a criatividade, a imaginação e a expressão de sentimentos.
Aproveitar os momentos de praia para brincar com a areia e a água é uma excelente introdução precoce à ciência e matemática! Por exemplo, aprender que a água é fluída (e não sólida), que pode ser medida em diferentes recipientes de diferentes tamanhos, etc..
Cantar e brincar com instrumentos musicais simples representam estímulos fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, auditivo, sensorial, da fala, etc..
Por último, e não esquecendo: aprender pode ser (e é) muito divertido. A brincadeira estruturada e dirigida é importante, sem dúvida, contudo devem privilegiar-se os momentos de brincadeira livre e desestruturada.

Reescrevendo sobre os Sete saberes da Educação







Os sete saberes necessários à educação do futuro de Edgar Morin não nos passa nenhuma formula secreta de como devemos pensar a educação, mas busca demonstrar algumas lacunas existentes entre o que é educar hoje e como deveria ser a educação do futuro. No seu estudo ele nos afirma que a educação depende da combinação desses saberes o qual deveria ser tratada em toda a sociedade e em toda cultura.

Em seu primeiro saber intitulado como "Enfrentar as Cegueiras do Conhecimento", o autor busca trabalhar a ideia de erro, porque a ciência sempre buscou afastar o erro de sua concepção, sendo assim tudo aquilo que era considerado como erro devia ser retirado da criação do conhecimento. Segundo Morin "O dever principal da educação é preparar cada um para enfrentar os não saberes com lucidez", ou seja a necessidade de integrar os erros nas concepções para que o conhecimento consiga avançar.

Outro fator abordado neste saber seria a ilusão, ou como somos iludidos sobre o mundo e sobre nossa realidade, pois o acaba sendo permeados por nossas percepções, acaba traduzindo o conhecimento de acordo como nós entendemos, buscando os erros e as ilusões deste conhecimento conseguimos compreender e formarmos um conhecimento puro.

Em seu segundo saber o autor busca trabalhar a ideia de conhecimento pertinente, o qual entre em contraposição com a ideia que para aprendemos temos que fragmentar, ou seja quando mais nos fragmentamos as disciplinas mais o conhecimento consegue avançar. A ideia central deste saber remonta a necessidade de que o todo é mais que a soma das partes temos que "pensar as relação entre o todo e as partes", onde a educação do futuro busca estimular a inteligência geral e o conhecimento do todo.

O terceiro saber nos direciona a pensar na condição humana, aprendemos que somos só culturais, precisamos reaprender que não nos limitamos apenas a este aspecto mas também somos naturais, físico, psíquicos, míticos, sociais dentre outros. Neste saber o autor busca demonstrar que necessitamos reaprender nossa própria condição, "ensinar o ser humano: com razão e sensibilidade; razão e emoção", O ser humano deveria ser objeto para educação do futuro.

O quarto saber desrespeito a identidade terrena, o qual precisamos ensinar aos nossos alunos a ideia de sustentabilidade com objetivo construir um planeta que seja viável para as futuras gerações, ensinar, portanto, a identidade da terra pátria. A educação do futuro deve estimular o conhecimento do planeta e a forma como devemos nos relacionar com ele, devemos "salvar a unidade humana e a biodiversidade".

Em seu quinto saber o autor aborda o princípio da incerteza o qual busca-se contrapor aos preceitos defendidos pela ciência cartesiana o qual nos direciona a pensar que tudo que é científico faz parte da certeza, desta forma devemos ensinar nas escolas a ideia de incerteza, sendo assim esta incerteza nos levaria ao avanço da cultura, ao avanço do saber. No processo educativo é necessário saber lidar com a incerteza, "compreender a incerteza do real".

O sexto saber o autor enfatiza a necessidade do ensinar a compreender porque se formos analisar como a educação se apresenta atualmente podemos notar que ela prioriza a incompreensão, a incompreensão dos outros, a incompreensão do mundo. A educação do futuro precisa buscar na incompreensão o entendimento e a aceitação para se alcançar a compreensão, "evitar o egocentrismo e o etnocentrismo" ou seja devemos deixar de tentar compreender os outros por nossas crenças e valores "tolerar os outros com sua diferença".

O seu último saber desrespeito a ética do gênero humano, ou seja, ensinar a cidadania terrestre, "pela democracia", "pelo diálogo". Surge desta forma um termo denominado pelo autor de antro-poética o qual se ancora em três elementos o individuo, a sociedade e a espécie, ou seja precisaríamos arranjar uma antro-poética que religasse este três fatores e não os afastasse.

Portado os sete saberes de Morin não devem ser entendidos como uma norma para ser aplicados nas escolas, são inspirações que motivariam o educador a repensar seu posicionamento na docência, na relação com os outros discentes, com as grades curriculares, na relação da disciplina e na sua relação com o processo avaliativo.

Falando um pouco mais sobre o Método Clinico de Jean Piaget






No semestre passado publiquei aqui sobre um trabalho que realizamos sobre o Método Clinico Piagetiano, mas ao revisitar a postagem percebi que não expliquei do que se trata esse método, então segue a explicação.
 O método clínico é, na maior parte dos casos, utilizado no diagnóstico e tratamento de pessoas com problemas psicológicos e perturbações comportamentais. É o caso de pessoas com problemas e dificuldades de integração no meio em que trabalham ou na adaptação a um novo papel social.


A vertente de investigação
        O método clínico é também utilizado em investigação. É uma forma de obtermos e de aprofundarmos conhecimentos sobre diversos fenómenos psicológicos. Podemos através da sua utilização encontrar respostas para questões como “De que modo se desenvolve a inteligência humana?”, “Qual o papel da hereditariedade e do meio no nosso comportamento, na nossa personalidade e no desenvolvimento intelectual?”, “O que é a memória?”.

        Como se vê, o método clínico não é simplesmente utilizado para tratar pessoas com problemas psicológicos, mas também para conhecer fenómenos psicológicos. Por isso nem só os psicólogos clínicos o utilizam. Piaget, psicólogo do desenvolvimento, utilizou-o para compreender a evolução da inteligência.


As técnicas do método clínico
        A compreensão de um comportamento exige da parte de quem usa o método clínico uma relação pessoal (intersubjectividade), alguma capacidade de intuição (a percepção de algo que não é acessível à simples razão) e de compreender os outros (o seu ponto de vista e os significados que atribui às situações).

Várias técnicas que acompanham o método clínico:

a)     Observação clínica
b)     Entrevista clínica – trata-se de uma conversa que, mais ou menos estruturada, é orientada pelo psicólogo, baseado numa atitude compreensiva (procurar compreender o interlocutor) e também interventiva (procurar ajudar o entrevistado a compreender-se). Pode ser também não-directiva.
c)     Anamnese – registo de dados biográficos. Trata-se de recolha e organização de dados e informações que permitem reconstituir a história pessoal de um indivíduo.
d)     Técnicas psicométricas – designam testes que avaliam comportamentos e atitudes. Há testes de inteligência, de personalidade e de aptidão. Permitem a recolha eficaz e rigorosa de informação sobre o sujeito que os realiza comparando os seus resultados com os de outros indivíduos. Os testes devem apresentar as seguintes características:

  • padronização (condições iguais para todos);
  • validade (clareza na definição do que se quer avaliar);
  • fidelidade ( resultados semelhantes em circunstâncias idênticas);
  • sensibilidade (permitir diferenciar os indivíduos).




quinta-feira, 7 de março de 2019

Estágio Obrigatório na Educação Infantil




Estou no 8° semestre do curso de Pedagogia e realizei o Estágio Curricular Obrigatório aonde atuo em uma Escola de Educação Infantil conveniada com a Prefeitura de Porto Alegre, Associação de Mulheres Nossa Senhora Aparecida (AMNSA), localizada no bairro Belém Velho com uma turma de maternal II. A instituição foi fundada em 1998 através do Clube de Mães Rincão, e o nome Associação Nossa Senhora Aparecida foi escolhido por esta Santa ser padroeira do Brasil e protetora das crianças.
A turma do SÊNIOR I, revelou-se bem-disposta a aquisição cognitiva das atividades propostas no Ensino Infantil.
São crianças gentis, criativas e que estão desenvolvendo-se bem de acordo com sua faixa etária.
Começamos o segundo semestre trabalhando as diversas áreas do conhecimento com o auxílio de múltiplos matérias confeccionados por nós, professora e auxiliar (Planejamento, projetos e atividades interdisciplinares), porém dois temas latentes no contexto desta turma. Os temas foram: Bichinhos de jardim e plantas.
As crianças apresentaram-se naturalmente curiosidades sobre o novo contexto de trabalho, participaram com afinco das atividades e foi latente a diferença entre a aprendizagem por meio do contexto lúdico e a aprendizagem linear. Friso que verdadeiramente o lúdico encanta, aflora e contextualiza o conhecimento de mundo, tornando a aprendizagem verdadeiramente significativa e concreta ao contexto infantil.
Durante o estágio tive muitas dúvidas e anseios se estava realizando corretamente, mas no decorrer da prática e com as orientações da professora Aline, minha orientadora pude perceber que estava no caminho certo, pois para mim foi um desafio trabalhar com Projetos de Aprendizagem na Educação Infantil, pude colocar em prática o que aprendi durante o curso.
Nesta caminhada cresci muito como profissional, pois atuei em várias áreas e projetos o que me trouxe uma bagagem rica em diversidade pedagógica.  
Sinto que ainda temos um longo caminho para nossa valorização, pois estamos ensinando pessoas para que possam seguir um caminho de sucesso em suas vidas. 
            Durante o estágio curricular obrigatório surgiu na turma um interesse de trabalhar com os bichos de jardim, foi então que decidi trabalhar com Projeto de Aprendizagem (PA) que “significa desenvolver atividades de investigação, sobre uma questão que nos “incomoda”, desperta nossa atenção excita nossa curiosidade”. (FAGUNDES, et. al., 2006, p. 30)   
            Nunca havia realizado um PA na Educação Infantil, mas com as orientações da professora Aline, minha orientadora, e também da tutora Josele, o projeto foi tomando forma e os planejamentos foram sendo realizados de acordo com o solicitado, seguindo as cinco metas conforme Fagundes 2006, são elas:
1ª Meta: formar a pergunta de pesquisa partindo pelo interesse do grupo;
2ª Meta: listar os conhecimentos sobre o assunto traçando certezas e dúvidas que serão investigadas ao longo do trabalho;
3ª Meta: são investigadas as certezas e dúvidas, com pesquisas, palestras, saídas pedagógicas, trocas de informações e conhecimentos gerando novas aprendizagens;
4ª Meta: consiste em uma organização, sistematização e compartilhamento dos novos conhecimentos adquiridos ao longo do projeto, através de textos, fotos e vídeos, exposições entre outros.
5ª Meta: análise e reflexão das novas aprendizagens.

            Confesso que para mim foi um pouco difícil estava em um turbilhão de emoções, e uma delas era sempre saber se estava correto, se estava fazendo de acordo e essas questões me deixavam um pouco insegura e ansiosa, aspectos esses que devo melhorar. 













A importância do Método Montessori na Educação Infantil



Especialmente  voltado  para  a  educação  pré-escolar,  o  Método  Montessori  tem  como principais objetivos as atividades motoras e sensoriais da criança, num trabalho individual que abrange também o aspecto da socialização. Partindo do concreto para o abstrato,está baseado no  fato  de  que  as  crianças  aprendem melhor  pela  experiência  direta  de  procura e  descoberta do que pela imposição do conhecimento.
Para Maria Montessori, “o espírito da criança se forma a partir de estímulos externos que  precisam  ser  determinados”.  Em  seu  método  de  ensino  a  criança  é  livre,  mas livre  apenas  para  escolher  os  objetivos  sobre  os  quais  possa  agir.  Por  isso, Montessori   criou   materiais   didáticos   simples   e   muito   atraentes,   projetados especialmente para provocar o raciocínio e auxiliar em todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem, tornando todo o processo muito mais rico e interessante. (MACHADO, 1986)
Quando uma criança se auto-educa e o próprio material lhe indica seus erros, resta à professora  observar  e  dirigir  a  atividade  psíquica  das  crianças  e  o  seu  desenvolvimento fisiológico, tal concepção justifica sua preferência pelo termo “diretora”, em substituição à “professora”.Os  objetivos  individuais  que  o  método  propõe  são  fazer  com  que  a  criança encontre  um  lugar  no  mundo,  desenvolva  um  trabalho  gratificante  e  nutra  paz  e  densidade interiores, para ter capacidade de amar. Neste contexto, o papel do educador é criar condições para que a criança atinja essas metas  e  desenvolva  sua  personalidade  integral por  intermédio  do  trabalho,  do  jogo,  de atividades prazerosas e da formação artística e social. No Método Montessoriano, a escola não é  apenas  um  lugar  de  instrução,  mas  também  de  educação  para  a  vida.  
Sendo  a  criança  um  ser  em  desenvolvimento,  rica  em  possibilidades,  ressalta  a necessidade de condições adequadas à atualização de seu potencial. O Sistema Montessoriano consiste exatamente em atender a essas exigências para ajudar o desabrochamento da vida da criança. Trata-se de uma pedagogia centrada na criança e as condições ótimas de crescimento para  ela  sintetizam-se  no  fator  educador difundido  num  ambiente  apropriado,  vivido  por um professor preparado e pela criança que se autoconstrói. “Ajude-me  a  crescer,  mas  deixe-me ser eu mesmo” diz Maria Montessori.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Conhecendo um pouco sobre o Método Montessori


O método Montessori é um sistema pedagógico alternativo desenvolvido pela doutora Maria Montessori a partir da observação do comportamento das crianças. Promove a formação dos seres humanos como pessoas únicas e plenamente capacitadas para atuar com liberdade, inteligência e dignidade.

O método contempla a individualidade de cada criança e respeita seus próprios ritmos de aprendizagem e amadurecimento. Propõe a criação de um entorno estimulante (ambiente preparado) para que cada criança desenvolva seu próprio método de aprendizagem, seguindo sua curiosidade inata. Maria Montessori considera que a criança traz dentro de si um maestro que a guia segundo as necessidades de cada etapa de seu desenvolvimento. Cada menino ou menina é sempre a protagonista de sua própria aprendizagem e nós adultos atuamos como guias, acompanhando esse processo.


Elenquei alguns aspectos do método Montessori:

  • Ajuda o desenvolvimento natural do ser humano.
  • Estimula a criança a formar seu caráter e a manifestar sua personalidade, dando-lhe segurança e respeito.
  • Fomenta a responsabilidade na criança e a autodisciplina, ajudando-o a conquistar sua independência e liberdade, esta última entendida como liberdade para ser e pertencer, para escolher, para instruir, para se desenvolver, para atender às necessidades de seu próprio desenvolvimento.
  • Desenvolve na criança a capacidade de participação.
  • Guia a criança em sua formação espiritual e intelectual.
  • Reconhece que a criança se constrói a si mesma.




segunda-feira, 4 de março de 2019

A importância do lúdico na Educação infantil


Revendo minhas postagens antigas, verifiquei que já havia realizado uma postagem com esse tema em Julho de 2016, vejo que agora entendo um pouco mais sobre esse assunto pois de acordo com Vygotsky (1991), a brincadeira é entendida como atividade social da criança, cuja natureza e origem específicas são elementos essenciais para a construção de sua personalidade e compreensão da realidade na qual se insere.
O educador pode trabalhar os jogos, as brincadeiras, os brinquedos e, para isso acontecer, é necessária a vivência, o sentido, a percepção. O professor precisa saber selecionar as situações importantes dentro da sala de aula, percebendo e sentindo e de que forma irá auxiliar no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança.
O lúdico, ou seja, as brincadeiras, jogos e brinquedos na Educação Infantil são essenciais para o desenvolvimento das crianças, pois são atividades primárias, as quais trazem benefícios nos aspectos físico, intelectual e social. Brincando, a criança desenvolve a identidade e a autonomia, assim como a capacidade de socialização, através da interação e experiências de regras perante a sociedade.
Por que trabalhar com o lúdico na Educação Infantil? Atualmente, toda criança necessita e tem o direito de brincar, onde o lúdico tem relevância no desenvolvimento infantil, pois o brincar é uma atividade importante no período da infância, e pode estar perdendo o seu espaço para atividades relacionadas e dirigidas ao processo de alfabetização, visto ser o objetivo principal das escolas. A autora Flavia de Barros (2009), em sua obra "Cadê o brincar? Da Educação Infantil para o Ensino Fundamental", após realizar várias pesquisas, nos faz refletir através de suas palavras:
Percebeu-se a grande preocupação dos professores, especialmente no final da Educação Infantil, em antecipar a alfabetização da criança, reduzindo seus espaços de brincar. Diante dessa realidade, sentiu-se a necessidade de aprofundar estudos na área. (BARROS, 2009, p.35).
O que podemos pensar sobre as palavras acima? É preocupante o fato de que as crianças possam estar perdendo um tempo precioso que é a infância, o tempo de brincar, para realizar atividades que envolvem somente a alfabetização. É preciso que os educadores trabalhem mais as brincadeiras, os jogos, a coordenação motora, realizando um trabalho pedagógico mais centrado na infância, em suas especificidades, beneficiando as crianças e contribuindo para uma formação que as considere como sujeitos relevantes do processo de aprendizagem.
A autora Gisela Wajskop (1995), em seu artigo “O Brincar na Educação Infantil”, também aborda a questão do uso dos materiais didáticos, brinquedos pedagógicos e atividades lúdicas de ensino e alfabetização, fazendo-nos refletir sobre esse assunto importante dentro da sala de aula.
Assim, a maioria das escolas tem didatizado a atividade lúdica das crianças, restringindo-a a exercícios repetidos de discriminação visomotora e auditiva, mediante o uso de brinquedos, desenhos coloridos e mimeografados e músicas ritmadas. Ao fazer isso, bloqueia a organização independente das crianças para a brincadeira, infantilizando-as, como se sua ação simbólica servisse apenas para exercitar e facilitar (para o professor) a transmissão de determinada visão do mundo, definida a priori pela escola. (WAJSKOP, 1995, p.64).
A citação acima nos faz pensar sobre o devido uso dos materiais pedagógicos com fins lúdicos, com os quais podemos desenvolver um trabalho envolvendo as brincadeiras, deixando as crianças se expressarem espontaneamente, auxiliando no desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e motor das mesmas.
A infância é uma das fases na qual a criança está começando a desenvolver suas habilidades e potencialidades. Portanto, torna-se importante proporcionar-lhes momentos prazerosos e educativos, envolvendo brincadeiras, jogos, brinquedos, contação de histórias, faz-de-conta, fazendo com que ela sinta-se livre para que possa usar a imaginação.
As crianças que participam dos momentos lúdicos desenvolvem-se de maneira mais espontânea e ativa perante a sociedade na qual estão inseridas. Na visão de Vygotsky (1991), os brinquedos didáticos e os jogos de faz-de-conta auxiliam no desenvolvimento dos movimentos finos e amplos do corpo, bem como levam a criança a vivenciar diversas funções intelectuais (velocidade, equilíbrio, cálculo), além do trabalho em grupo, cooperativo.
Na visão de Piaget e Inhelder (2001), o lúdico incentiva a criança a agir de maneira ativa, reflexiva, questionadora, curiosa, torna-a um ser social, que cria e respeita as regras impostas pela sociedade, tendo em vista diversas brincadeiras e jogos que representam uma situação-problema. Sendo esta resolvida pela criança, em que a mesma descobre a solução de forma criativa e inteligente, possibilitando-lhe o desenvolvimento intelectual.
Sendo assim, trabalhar com o lúdico é importante na construção do conhecimento na Educação Infantil, uma vez que auxilia no desenvolvimento da imaginação, do raciocínio, da criatividade. Da mesma forma, na construção do sistema de representação, envolvendo a aquisição da leitura e escrita, visando à formação dos aspectos motor, cognitivo, físico e psicológicos das crianças. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Projeto de Aprendizagem na Educação Infantil



Olá leitores!

Quero compartilhar com vocês o desafio que enfrentei e minha alegria também em aplicar pela primeira vez Projeto de Aprendizagem na Educação infantil com meus alunos de Maternal II ( 3 e 4 anos). Já havia aplicado o PA mas no 4º ano do Ensino Fundamental  em 2017 e até fiz uma postagem sobre isso aqui no meu blog. 
Durante o estágio curricular obrigatório surgiu na turma um interesse de trabalhar com os bichos de jardim, foi então que decidi trabalhar com Projeto de Aprendizagem (PA).
Para quem não conhece o que é um Projeto de Aprendizagem PA darei uma breve explicação. 
Projeto de Aprendizagem (PA) que “significa desenvolver atividades de investigação, sobre uma questão que nos “incomoda”, desperta nossa atenção excita nossa curiosidade”. (FAGUNDES, et. al., 2006, p. 30)  
Nunca havia realizado um PA na Educação Infantil, mas com as orientações da professora Aline, minha orientadora, e também da tutora Josele, o projeto foi tomando forma e os planejamentos foram sendo realizados de acordo com o solicitado, seguindo as cinco metas conforme Fagundes 2006, são elas:
1ª Meta: formar a pergunta de pesquisa partindo pelo interesse do grupo;
2ª Meta: listar os conhecimentos sobre o assunto traçando certezas e dúvidas que serão investigadas ao longo do trabalho;
3ª Meta: são investigadas as certezas e dúvidas, com pesquisas, palestras, saídas pedagógicas, trocas de informações e conhecimentos gerando novas aprendizagens;
4ª Meta: consiste em uma organização, sistematização e compartilhamento dos novos conhecimentos adquiridos ao longo do projeto, através de textos, fotos e vídeos, exposições entre outros.
5ª Meta: análise e reflexão das novas aprendizagens.
Confesso que para mim foi um pouco difícil estava em um turbilhão de emoções, e uma delas era sempre saber se estava correto, se estava fazendo de acordo e essas questões me deixavam um pouco insegura e ansiosa, aspectos esses que devo melhorar.
No momento em que decidi trabalhar com PA, pensei como vou fazer? Por onde começar? Foi quando a aluna Diuly chegou na rodinha e nos contou que havia visto uma borboleta no pátio da casa dela e gostei que ela disse: “Profe, ela era tão linda, toda colorida!
Como diz Paulo Freire,
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino, continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE, 1997, p.32)
Após essas perguntas os alunos começaram a responder. A aluna Diuly respondeu que os animais vivem na floresta, já o Brayan Vieira disse que também vimos no pátio da Escola o tatu bola e que quando pegamos ele fica igual uma bolinha. A Mayara disse que a borboleta antes de ser uma borboleta ela é uma lagarta, depois fica no casulo e depois vira uma borboleta.


Desenho da borboleta por Manuela 

Acredito na Educação, mas temos um longo caminho para nossa valorização, pois estamos ensinando pessoas para que possam seguir um caminho de sucesso em suas vidas. E enquanto eu tiver forças continuarei lutando para uma educação de qualidade e também para nossa valorização!  


REFERÊNCIAS:

FAGUNDES, Léa da Cruz et al. Projetos de Aprendizagem – uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a Abr. 2016, p. 29-39. Disponível em: http://www.br-ie.org/pub/index.php/rbie/article/view/37 Acesso em: 31 de outubro de 2018

FREIRE, Paulo (1997). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.

sábado, 15 de setembro de 2018

Início do semestre


Não sei nem por onde começar, só sei que o 8° semestre começou e as dúvidas de como seria o semestre também, pois começa também o estágio, mas antes de tudo tem  a coordenação entrando em contato com as prefeituras e estado, e tem também as papeladas para preencher, e toda a burocracia antes de começar o estágio. 


Pois bem, estou em uma turma de Maternal II (de 3 a 4 anos) e para a minha surpresa demostraram interesse em aprender sobre os bichinhos de jardim um pouco antes de saber a data de início do estágio, estava apreensiva e ansiosa pois não saberia  se a minha supervisora Aline Hernandes iria aprovar, mas para minha surpresa ela ficou muito... como posso dizer? Feliz, surpresa.... 
Olha que me deu até ideias do que fazer e aonde levar os pequenos. Me senti mais confiante e segura para executar meu estágio. 

Logo mais posto aqui minhas reflexões e também fotos da turma executando o projeto. 

Até breve!!! 



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Plano de trabalho

PLANO DE TRABALHO DOCENTE
Dados de Identificação:
Escola: 14 de maio 
Professor (a): Aline Aguiar ,  Ana Comper
Disciplina: Matemática
Série: 2° ano
Turma: 212 A 
  1. CONTEÚDOS:
Cores, formas, comprimento, espessura,
Quantificação
Quatro operações
Relações de lógica
  1. OBJETIVO GERAL:
Desenvolver através da ludicidade a noção das formas geométricas e diferentes formas presentes no meio em que está inserido, aplicando-as em seu cotidiano.
  1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS (conceituais, atitudinais e procedimentais):

  • Identificar as principais formas geométricas;
  • Relacionar as diferentes formas geométricas, cores e noções de comprimento e espessura;
  • Estabelecer relações de grandeza, tamanho e comprimento;
  • Quantificar e estabelecer relação de número através das formas geométricas;
  • Interpretar e resolver histórias matemáticas dentro da temática;
  • Construir e participar de jogos.
  1. DESCRIÇÃO DE CADA UMA DAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO
  • Contação da história “AS TRES PARTES” através do recurso de vídeo (You Tube)
  • Exploração e criação de diferentes objetos através das partes mencionadas na história (formas)
  • Uso dos blocos lógicos para identificação das diferentes formas, espessuras, tamanho.
  • Relação das formas geométricas com objetos do cotidiano, através da confecção de painel.
  • Construção de jogos com as formas.
  • Exercícios de quantificação, seriação e classificação.
  • Histórias matemáticas envolvendo as quatro operações.
  • Jogos digitais envolvendo as formas geométricas
  • Realizar representações das formas geométricas através de atividades corporais.
  • Criação de desenhos, personagens, paisagens, através das formas geométricas.
  • Construir as formas geométricas a partir da sucata.   
  1. RECURSOS NECESSÁRIOS

Recursos tecnológicos, blocos lógicos, cartolina, caneta hidrocor, cola tesoura, jornais e revistas, uso de sucata para construção das formas geométricas, corda, giz, bambolê, jogo twister
  1. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM (CRITÉRIOS E INSTRUMENTOS)

A avaliação será feita através da observação do aluno em relação a sua participação, construção e demonstração de aprendizagem dos conceitos trabalhados.


Escola democrática


O vídeo escola democrática traz uma questão muito pertinente.
Que escola você quer? De que forma podemos modificar a maneira de  como o vídeo trata o cotidiano escolar em uma escola padrão, que não quer que o aluno exponha suas ideias, o aluno é tratado como uma máquina.
 Numa escola democrática dá-se aos estudantes a possibilidade de gerir o seu tempo. Em muitas escolas, não existe a obrigatoriedade de freqüentar sequer as aulas. Os estudantes, após compreenderem todo o sistema e se conhecerem melhor, são livres para decidir o que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu interesse. Os estudantes dessas escolas são responsáveis por si e têm o poder de dirigir seus estudos desde muito novos.
A aprendizagem na Educação Democrática baseia-se no estímulo e no exercício do desejo de conhecer e ensinar

Piaget

Segundo a Teoria da Aprendizagem de Piaget, a aprendizagem é um processo que só tem sentido diante de situações de mudança. Por isso, aprender é, em parte, saber se adaptar a estas novidades. Esta teoria explica a dinâmica de adaptação por meio dos processos de assimilação e acomodação.
A assimilação se refere ao modo como um organismo enfrenta um estímulo do entorno em termos de organização atual, enquanto a acomodação implica uma modificação da organização atual em resposta às demandas do meio. Por meio da assimilação e da acomodação vamos reestruturando cognitivamente nossa aprendizagem ao longo do desenvolvimento (reestruturação cognitiva).

A acomodação ou ajuste é o processo por meio do qual o sujeito modifica seus esquemas, estruturas cognitivas, para poder incorporar novos objetos a esta estrutura. Isso pode ser conseguido a partir da criação de um novo esqueça ou da modificação de um esquema já existente, de maneira que o mesmo estímulo e seu comportamento natural e associado possam se integrar como parte do mesmo.
Assimilação e acomodação são dois processos invariáveis do desenvolvimento cognitivo. Para Piaget, assimilação e acomodação interagem mutuamente em um processo de equilíbrio. Isso pode ser considerado um processo regulador, em um nível mais alto, que dirige a relação entre a assimilação e a acomodação.
John Lennon dizia que a vida é o que acontece enquanto estamos fazendo outros planos, e muitas vezes parece que isso é verdade. Os seres humanos precisam de uma certa segurança para viverem tranquilos, e por isso criamos a ilusão da permanência, de que tudo é estático e nada muda, mas não é assim que funciona. Tudo está em constante mudança, incluindo nós mesmos, mas não somos conscientes disso, até que a mudança é tão evidente que já não temos mais remédio a não ser enfrentá-la.
As contribuições de Piaget para a educação são consideradas de extrema importância. Piaget é o fundador da psicologia genética, que afetou significativamente a teoria e a prática educativa que foram geradas ao redor desta, que foi variando através do tempo dando lugar a diferentes formulações. Cabe mencionar que foram desenvolvidos muitos trabalhos a partir das contribuições de Piaget.
O trabalho de Jean Piaget consiste em suas descobertas do pensar humano a partir de uma perspectiva biológica, psicológica e lógica. É necessário esclarecer que o conceito de “psicologia genética” não está aplicado em um contexto unicamente biológico ou fisiológico, pois não se refere nem se baseia nos genes; é rotulado como “genética” por ser desenvolvido com respeito à gênese, origem do princípio do pensamento humano.



Planejamento semanal

QUADRO PARA PLANEJAMENTO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO SEMANAL
Data:
Escola:
Professor (a):
Disciplina:
Série:
Turma:

Dia da semana
2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
6ª feira





Roteiro das atividades


Apresentação do vídeo “AS TRES PARTES”

Confecção dos personagens da história (partes)

Manuseio e reconstrução dos cenários da história

Elaborar uma história com as formas trabalhadas

  











Exploração com Blocos lógicos

Montagem de painel sobre as formas triangulares

  Construção das formas geométricas a partir da sucata

Apreciação dos trabalhos construídos

Quantificação com Blocos lógicos

Montagem de painel sobre as formas circulares


Jogos digitais envolvendo as formas geométricas

Histórias matemáticas



Classificação com Blocos lógicos

Montagem de painel sobre as formas retangulares

Jogos  de representações das formas geométricas através de atividades corporais.

Seriação com Blocos lógicos

Montagem de painel sobre as formas quandrangulares

Construção de paisagens usando as formas geométricas

Observações











Planejamento

Projeto identidade
Titulo: Conhecendo um pouco de mim através das histórias
Turma: Sênior II (4-5 anos)
Duração: 3 meses
Areas do conhecimento: Ciências, Português, artes
Justificativa: Desde pequena, a criança escuta histórias narradas por sua mãe, pai, avós, ou de seus familiares mais próximos. Os contos de fada, as histórias ou até mesmo histórias inventadas, carregam o poder de encantar e deslumbrar a todos os que a ouvem. Pensando neste encantamento e no poder que elas carregam que este projeto foi construído, com o intuito de trazer de forma lúdica e prazerosa aos alunos do sênior II conhecer um pouco de si e do outro através da imaginação.
Objetivo Geral: Proporcionar as crianças conhecerem um pouco de si e do outro através dos contos infantis, para que a partir delas sejam estimulados seus valores, a construção da identidade, sua autonomia e saberes, contribuindo na compreensão do mundo e para o respeito mútuo.
Objetivos Específicos:
 Conhecer um pouco de si e do outro (Nome, moradia, familiares, entre outros);
 Estimular higiene, bucal e corporal;
 Despertar o cuidado e a organização de seus pertences, dos materiais e brinquedos da escola;
 Estimular o respeito mútuo entre as crianças;
 Refletir sobre a identidade;
 Respeitar e cuidar do meio ambiente;
 Estimular a criatividade e imaginação;
 Despertar emoções como: medo, tristeza, alegria, entre outras sensações;
 Despertar o gosto pela leitura;
 Aumentar vocabulário,
 Trabalhar momento de escuta, atenção, interpretação;
Metodologia:
• Realização de uma roda de conversa sobre a importância do nome;
• Contar com o auxilio do livro a historia "A velhinha que dava nome as coisas" Cynthia Rylant, em seguida realizar perguntas sobre a narrativa;
• Construção do crachá onde a primeira letra do nome será pintada por eles para sua identificação;
• Construir com eles um alfabeto que ficará exposto na sala, contendo o nome de cada um conforme sua primeira letra correspondente;
• Construção de jogos contendo letras, como: Bingo alfabético, jogo da memória contendo nome dos colegas, entre outros;
• CDS com músicas contendo números e nomes, como: viva Mariana, os indiozinho, etc.
• Construção de uma maquete contendo nossa escola e o que tem próximo dela;
• Trabalharemos com historias variadas como:
 Maria vai com as outras (mostrando que cada um tem sua própria identidade, opinião e que não podemos fazer as coisas que os outros fazem sem pensar, onde questionarei se o que ocorre na historia é bom para a gente ou não); A árvore contente (Mostrando que as famílias são diferentes, mas nelas há espaço de sobra para o amor, carinho e a compreensão); entre outros;
• Desenhos realizados por eles de sua residência e de seus familiares (os que moram com eles);
• Construção da árvore genealógica de cada criança;
• DVDS com filmes que contribuam para formação pessoal como:
 Pinóquio (verdade/mentira, amor e família); Era do gelo (amizade, cooperação e solidariedade); Bambi (perdas, família, amor e amizade); Monstros S.A (medo, coragem, amor e amizade), Sid o cientista (mostrando a importância da higiene bucal e corporal entre outros;
Obs. será trabalhado um filme por semana.
• Realização de brincadeiras que estimule coleguismo, amizade, respeito, ganhar ou perder, como: dança com a maçã, onde as crianças deverão juntas dançar e não deixar a maçã cair, dança da cadeira, onde apenas uma ganhará, entre outras;
• Construção de um painel, onde as crianças poderão expor suas artes, conforme cada conto contado;
Recursos: Livros, DVD, CD, cola, tesoura, folha branca, papel pardo, tinta, lápis de cor, canetinha, etc.
Culminância: Construção do livro um pouco sobre mim, que será entregue no final do projeto para as crianças como recordação.



Comênio

Aluna Ana Paula Comper 
Interdisciplina: DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO.
A PARTIR DA PROPOSTA PEDAGÓGICA DE COMÊNIO, RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES:
 
1. Como você imagina que este material didático era utilizado nas atividades escolares?
Como a criança se apega muito aos animais, Comênio utilizou na sala de aula esse recurso para alfabetizar. É fácil trabalhar com essa metodologia, basta apresentar o desenho e sugerir a criança que imite a voz dos animais. Poderão ser utilizadas músicas infantis com a temática, recorte de revistas e jornais, filmes que retratem o som dos animais. Como estratégia, solicitar recorte e colagem e desenhos. 

2. Você encontra no seu cotidiano escolar elementos da pedagogia do Comênio? Elabore um pequeno texto analisando as relações entre as ideias deste autor e seu contexto de trabalho.
Embora desconhecesse o autor, percebo que no cotidiano, nas brincadeiras de roda, nas atividades de recorte e colagem, na imitação, na dramatização quando o assunto é “os animais” tudo o que ele relata nas atividades realizadas, partindo sempre da experiência que cada aluno traz para a sala de aula.
Entre as ideias de Comênio estavam: o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição, mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado.

ALFABETIZAÇÃO E EMPOWERMENT POLÍTICO


Acadêmicas: Ana Comper, Ana Mincarone e Josiana Félix

ALFABETIZAÇÃO E EMPOWERMENT POLÍTICO 

  Na primeira metade do século XX, o teórico social italiano Antonio Gramsci defendia a alfabetização como sendo essencial para todos. Ele pensava a alfabetização como instrumento fundamental de luta contra a dominação, que daria a oportunidade de voz ao povo para que se pudesse construir uma sociedade ativa. Gramsci entende o processo de alfabetização com uma prática social, que deve estar vinculado ao conhecimento, ao poder, bem como a luta político e cultural. 
       O texto de Giroux mostra a alfabetização como instrumento desigual entre a classe média e trabalhadores, a qual privilegia aqueles com mais condições.
         A partir dos estudos ficou ainda mais claro que a educação contemporânea precisa ser vista como uma forma de política cultural que significa perceber as dimensões sociais, culturais, política e econômica da vida cotidiana dos envolvidos no processo de escolarização. Neste cenário se estabelecem relações de poder e de conhecimento, onde o processo de alfabetização torna-se a emancipação social e cultural. Um exemplo que não devemos seguir é o do professor que muitas vezes se choca e escandaliza com as situações que presencia em sala de aula, e que ansioso em proporcionar a compreensão e ampliar a visão dos alunos aplica uma correção equivocada, política e ideológica de sua posição, uma vez que apresenta os seus valores e crenças construídos ao longo de sua vida. Desta forma apresenta um discurso autoritário que revolta, silencia e marginaliza os alunos. 
         Contudo, a pedagogia crítica proposto pelo autor nos leva a dar voz e vez aos sujeitos para manifestar seus pensamentos, apresentarem sua narrativa pessoal para a partir daí então explorar e conhecer outros significados e visões de mundo. Cabe ao professor estabelecer um diálogo crítico, proporcionar ao aluno o contato com linguagens e discursos diversos que ampliem os horizontes e levem os alunos a confrontar suas ideias, suas certezas e dúvidas a fim de desenvolver uma sintonia, uma confiança compartilhada no compromisso com a melhoria da qualidade de vida humana.             Em se tratando de adulto Carvalho (2010, p. 53) enfatiza,

"Sugiro conversar sobre a vida deles, o que fazem fora da escola, se trabalham, do que gostam etc. No caso talvez uma notícia de futebol, uma letra de rap ou de uma canção, uma piada, um anúncio ou bilhete, que sejam atraentes, até porque a maioria passou por muitas experiências frustrantes e já conhece os nomes das letras. Deve ser aflitivo para esses adultos terem sempre a sensação de começar do zero, portanto é bom escolher um texto diferente, usado na vida social, que seja uma novidade para eles."         
  Adultos aprendem melhor quando percebem que o que estão aprendendo se aplica a sua realidade e se motivam quando percebem transformações em suas aprendizagens. O aprendizado por resolução de problemas, com tarefas e atividades a serem executadas ao invés de memorizadas, por exemplo, irá estimular a construção de conhecimentos partindo do conhecimento prévio do aluno ao mesmo tempo em que irão estimular sua autoestima e sua própria valorização como cidadãos.
"A importância do papel do educador, o mérito da paz com certeza de que faz de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos mas também ensinar a pensar certo."(FREIRE, 1996, p. 27)

Essas reflexões nos levam as novas metodologias, adequadas à realidade do educando, não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos pré-determinados e que não conduzem com o contexto, mas sim de priorizar o conhecimento trazido pelo o educando na sua bagagem de vida.
Para Paulo Freire, a alfabetização não se dá pela repetição ou memorização de palavras ou sílabas. Alfabetizar é oportunizar que o sujeito perceba de forma crítica o mundo a sua volta.
O verdadeiro papel do professor é auxiliar o aluno a pensar e a ser crítico e não torná-lo uma máquina, o professor tem que ensinar o aluno a lutar pelo que deseja, pelo que acha certo, ou seja, o aluno tem que saber o que ele quer e que caminhos quer percorrer.

"Às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na vida de um aluno um simples gesto do professor."(FREIRE, 2001, p.9).

O ensinar e a aprender envolvem um processo coletivo de troca de experiências e ideias. A educação de Jovens e Adultos é um programa que demonstra não só na teoria mas também na prática que é possível mudar os rumos sociais do nosso país através da educação, alfabetização; proporcionando aos jovens e adultos a alfabetização consciente, sendo esta, a formação para transformação do cidadão em seu exercício social.
      A necessidade da alfabetização torna-se cada dia mais urgente em um país onde as diferenças culturais e sociais demonstram ser o impedimento para o sucesso e a estabilidade econômica de todo um povo. O baixo nível cultural nas camadas sociais desprovidas de condições para cultivar o estímulo à educação e cultura torna a participação crítica em sociedade quase nula, sem que o indivíduo use a sua capacidade crítica de cidadão para construir uma nova visão política, econômica e social.
  Fazer possível que os indivíduos se tornem aptos a ler e entender as diferentes mensagens que o mundo os possibilita conhecer é tarefa precípua de todos os brasileiros e não apenas, de alguns poucos educadores.
Sugere-se garantir a participação ativa dos estudantes na EJA em processos educativos para as práticas sociais nas quais estejam envolvidas, desde a mais imediatas até as mais difusas, próprias das demandas da atual sociedade.
Portanto, precisamos nos desacomodar deixar nossas certezas de lado e dar espaço a um olhar de amor e interesse às questões que às vezes nos parecem ter respostas tão óbvias, mas que para nossos alunos tem um significado diferente e que nem por isso deve ser desprestigiado. Precisamos respeitar as experiências de vida de cada sujeito demonstrando respeito à cultura popular, como afirma Freire, os educadores críticos são também educandos, uma vez que devem aprender a como renovar uma forma de autoconhecimento mediante uma compreensão da comunidade e da cultura que constitui ativamente as vidas de seus alunos. Enfim a valorização da pluralidade cultural contribui para uma educação emancipadora de comprometimento individual e social.

REFERÊNCIAS

CARVALHO, de Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre teoria e prática, 7º ed. Petrópolis, R.J: Vozes, 2010.

GIROUX, A. Henri. Alfabetização e Empowerment Político, Introdução do Livro "Alfabetização", de Paulo Freire e Donaldo Macedo. 

Síntese do curta Escolas democráticas


Seminário Integrador VII – Grupo: Ana Mincarone, Ana Comper e Josiana Félix

Síntese do grupo
    
  Com base no curta “Escolas democráticas”, destacamos as seguintes ideias:

      O professor é tido como o único “dono” do saber;
      O aluno não pode fazer nenhum tipo de questionamento, somente reproduzir as determinações do professor;
      O professor deposita informações e o aluno decora, porém não os toma como conhecimento adquirido, pois não os retém;
      O aluno não compartilha seus conhecimentos nem estabelece relações afetiva;
      Rotina totalmente mecânica, pois os horários são rigorosamente cronometrados

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Trabalho de Seminário Integrador

Analisando a cena em questão pode-se perceber a dificuldade dos professores em realizar uma aula atrativa para os alunos. Hoje em dia se torna um pouco difícil ao docente trazer uma aula mais atrativa em que os alunos possam expor suas ideias, o que se vê é o desinteresse dos mesmos, claro, não vamos generalizar, existem poucos alunos que se interessam por uma aula mais expositiva e dialogada, sinto que eles querem mesmo é se livrar daquela aula, por mais interessante que possa parecer.
Quando escolhi essa profissão, escolhi fazer a diferença, pois as crianças e os jovens são o futuro do mundo. O tempo foi passando e minhas idéias foram modificando até porque tudo mudou as crianças e jovens não têm mais o mesmo pensamento de quando iniciei.
Tive uma experiência com o ensino engessado quando dei aula para um projeto de aceleração, onde deveria ser seguido um livro e a cada dia deveriam ser vencidos os conteúdos, o que pra mim não fazia diferença, pois notava que os alunos não se interessavam por aquilo. Além de a turma ser heterogênea com idades diferentes existia também o problema da indisciplina onde cada conteúdo apresentado não os interessava. 
Um fator importantíssimo nessa analise é que há uma perda de poderes dos estudantes, encarados agora como meros colegiais de acordo com Durkein citado pelos autores, em função da emergência de novas funções cabíveis ao professor, como coordenar e aplicar métodos pedagógicos, normalizar os colegiais e deter para si o conhecimento que deveria ser passado aos mesmos. Os estudantes vêem-se diante do monopólio do conhecimento por parte do professor, do qual exclusivamente emana. Saber esse que só é legítimo por estar sistematizado e fundamentado.
Percebemos assim, claramente, a intenção de adequar às classes populares à ordem estabelecida. A escola seria uma instituição carregada de controlar a massa “adestrando-a”, moldando-a, aos interesses da burguesia em ascendência. 
Uma escola democrática é uma escola que se baseia em princípios democráticos, em especial na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Esses ambientes de ensino colocam os alunos como os atores centrais do processo educacional;
A escola democrática deve estar presente no cotidiano das escolas, pois o que se vê são escolas com pensamentos engessados, o que se torna inviável trazer uma aula mais interessante. 
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com o seu tempo.

Centro de interesses

ATIVIDADE EM GRUPO
Acadêmicas: Ana Comper, Ana Mincarone e Josiana Félix
O trabalho por Centro de Interesse tem como objetivo fundamental proporcionar aos alunos oportunidades de desenvolverem suas potencialidades por meio de atividades que lhes sejam significativas, ou seja, de acordo com suas vivências, interesses e necessidades.
Os Centros de Interesse possibilitam que a criança conheça a si mesma e ao meio em que vive de  forma a saber como devem agir e se comportar.
O método global de Decroly possui três fases: observação, associação e expressão.
Levando em conta essa ideias pensamos em trabalhar com o projeto “A CRIANÇA E A ESCOLA” com alunos de 5º ano, na intenção de contemplar um dos temas dos Centro de Interesse de Decroly: agir, trabalhar solidariamente, descansar, divertir-se, desenvolver-se.

PROJETO: “Conhecendo minha Escola”
JUSTIFICATIVA: É importante que cada aluno esteja familiarizado com o ambiente escolar. Que conheça os seus espaços, bem como o seu funcionamento e o papel de cada um dentro da escola. Pensando assim, este projeto foi desenvolvido com o intuito de interação entre escola e aluno. Considerando a importância de cada um no espaço escolar, descobrindo  nele os diferentes ambientes, vivenciando brincadeiras e construindo novos conhecimentos. 
O projeto “Conhecendo a minha Escola”, foi desenvolvido a fim de proporcionar novos desafios aos alunos dentro da escola, para que conheçam e criem novos espaços de forma lúdica, interagindo com todos.

TEMA: “A criança e a escola”

OBJETIVO: Este projeto tem como objetivo traçar estratégias para que os alunos conheçam de forma integral a escola, transmitindo seus valores e compartilhando seus saberes com os demais alunos da escola.
AVALIAÇÃO: A avaliação se dará de forma gradativa, baseado nos relatos e vivências dos alunos levando em conta sua participação e interesse ao longo de todo o projeto.

DESENVOLVIMENTO:
Observação:
  • Pesquisar o histórico da escola;
  • Filme: “Extraordinário”;
  • Entrevistar alunos, professores, funcionários da escola.
Associação: 
  • Rodas de conversas sobre a história da escola, sobre os  pontos comuns entre a escola do filme e a nossa, sobre as entrevistas e o que mais for surgindo.
Expressão: 
  • Desenho ao ar livre  de um lugar que mais gosta na escola.
  • Confecção de uma maquete da sala de aula
  • Brincadeiras ao ar livre
  • Jogos cooperativos

CULMINÂNCIA: Exposição fotográfica da escola, retratada pelos alunos.

Aprendizagem Infantil

No processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças na Educação Infantil, o lúdico, o movimento e as brincadeiras são fundame...